vingança agridoce...
Negros olhos
Mas;
Não falo da íris,
E sim das olheiras.
Magro sorriso
Mas;
Não falo da gordura,
E sim da diminuta quantidade.
É assim que te vejo,
Dez anos depois.
Como uma estátua:
Não porque tens a forma bela,
Mas porque por dentro estás morta.
E o pior:
Sabes disso.
Eu o vejo na densidade
dos teus olhos negros.
(sempre soube quando mentias,
só não sabia quando falavas a verdade).
Mas o que é a verdade?
A verdade multiplamente teorizável dos filósofos?
Uma coisa é saber o que ela é,
Outra é senti-la nos teus lábios.
Quente.
Humana.
E sublime, embora condenada à imperfeição.
—Uma estátua de olhos negros.
Há dez anos atrás
Eu te queria.
Como o subnutrido quer um rodízio de pizza.
Como o bêbado quer uma última dose de Jack Daniel´s.
Como o paciente terminal quer as doces mentiras da sua mãe.
Assim.
Com ânsia.
Tiveste medo.
Eu também.
Ficaste com outro.
Fiquei sozinho,
E mudei de profissão:
Sou fotógrafo
(de um tipo especial).
E hoje, neste entardecer gris,
Fotografo teus olhos negros
De estátua eternamente infeliz.
Poa:11.11.99
Mas;
Não falo da íris,
E sim das olheiras.
Magro sorriso
Mas;
Não falo da gordura,
E sim da diminuta quantidade.
É assim que te vejo,
Dez anos depois.
Como uma estátua:
Não porque tens a forma bela,
Mas porque por dentro estás morta.
E o pior:
Sabes disso.
Eu o vejo na densidade
dos teus olhos negros.
(sempre soube quando mentias,
só não sabia quando falavas a verdade).
Mas o que é a verdade?
A verdade multiplamente teorizável dos filósofos?
Uma coisa é saber o que ela é,
Outra é senti-la nos teus lábios.
Quente.
Humana.
E sublime, embora condenada à imperfeição.
—Uma estátua de olhos negros.
Há dez anos atrás
Eu te queria.
Como o subnutrido quer um rodízio de pizza.
Como o bêbado quer uma última dose de Jack Daniel´s.
Como o paciente terminal quer as doces mentiras da sua mãe.
Assim.
Com ânsia.
Tiveste medo.
Eu também.
Ficaste com outro.
Fiquei sozinho,
E mudei de profissão:
Sou fotógrafo
(de um tipo especial).
E hoje, neste entardecer gris,
Fotografo teus olhos negros
De estátua eternamente infeliz.
Poa:11.11.99

3 Comments:
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
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fernando: esse teu poema tem cheiro de quem trabalhou, leu, releu, sulcou no fundo das palavras. esses olhos refletem, no fundo negro, um pouco de mar. (impetuoso, tortura do movimento que não pára, imagem que se desdobra muitas infinitas vezes)... teu poema é íntegro.
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