Poema de amor
Não consigo escrever poemas de amor.
Meus poemas não falam de amor.
Meus poemas passam longe do amor.
Meus poemas gastam gasolina tomando um caminho mais longo e demorado quando voltam para casa, só para não passar na frente do amor.
Meus poemas encontram o amor no shopping, fingem que não o viram, e seguem caminhando nervosamente até entrar em uma loja de discos ou livros onde acabam não comprando nada.
Meus poemas às vezes têm reações estranhas.
Meus poemas – que surpresa! – escrevem poemas de amor, mas não contam para quase ninguém.
Meus poemas ficam em casa, no sábado à noite, escrevendo poemas de amor para ela, ao invés de ligar para ela e convidá-la para um cinema ou um chope. Meus poemas se deprimem por não ter coragem de ligar para ela, então eles choram escondidos, tomam umas doses de uísque, masturbam-se no banheiro pensando nela, vão dormir, e acordam tarde no outro dia, sem terem resolvido seus problemas.
Meus poemas geralmente amam uma pessoa que nunca vão ter.
Meus poemas já passaram muitas tardes na frente da tv, trocando de canal a cada dois minutos, comendo pães de queijo ou bolachas, desejando estar em outro lugar, fazendo outra coisa.
Meus poemas fogem do amor, apesar de querê-lo intensamente.
Inclusive – o cúmulo do absurdo metalingüístico! - meus poemas usam disfarces e metáforas (como um sujeito chamado Fernando Cintra) por não conseguirem falar de si mesmos.
Meus poemas não falam de amor.
Meus poemas passam longe do amor.
Meus poemas gastam gasolina tomando um caminho mais longo e demorado quando voltam para casa, só para não passar na frente do amor.
Meus poemas encontram o amor no shopping, fingem que não o viram, e seguem caminhando nervosamente até entrar em uma loja de discos ou livros onde acabam não comprando nada.
Meus poemas às vezes têm reações estranhas.
Meus poemas – que surpresa! – escrevem poemas de amor, mas não contam para quase ninguém.
Meus poemas ficam em casa, no sábado à noite, escrevendo poemas de amor para ela, ao invés de ligar para ela e convidá-la para um cinema ou um chope. Meus poemas se deprimem por não ter coragem de ligar para ela, então eles choram escondidos, tomam umas doses de uísque, masturbam-se no banheiro pensando nela, vão dormir, e acordam tarde no outro dia, sem terem resolvido seus problemas.
Meus poemas geralmente amam uma pessoa que nunca vão ter.
Meus poemas já passaram muitas tardes na frente da tv, trocando de canal a cada dois minutos, comendo pães de queijo ou bolachas, desejando estar em outro lugar, fazendo outra coisa.
Meus poemas fogem do amor, apesar de querê-lo intensamente.
Inclusive – o cúmulo do absurdo metalingüístico! - meus poemas usam disfarces e metáforas (como um sujeito chamado Fernando Cintra) por não conseguirem falar de si mesmos.

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