paranóia
luzes ruas esquinas das
cidades sustentam paranóias
invadem os corpos
alucinando os espaços
metrópoles devoram famintas
vestidas de Prada apressadas
indo para algum lugar
para onde corremos
humanos pixels pretos
aos milhões não significam
pessoas viramos números
multiplicados e divididos
luzes coloridas epiléticas
informações em terabytes
via internet sonhos virtuais
prontos para comer
paranóias metropolitanas
sustentando devoram
contatos mediados
por contratos abstratos
ao som tecno-ensurdecedor
ações sobem e descem
fazendo particulares
os delírios públicos
prazeres sob medida
concretos absurdos
monologam paralelos
sem nunca o tocar

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